domingo, 1 de março de 2009

A Efígie de Agosto


O Amor é como o vento
É como o frio
É como o tempo
Inquieto Alento
Desconexo
Não é porto
Não é vela
É lamento
É sofrimento
Turvando a alma
Atormentando o pensamento
É a porta que se fecha
No véu da negra noite
Esvaindo-se e desfalecendo
O pulso
O perpétuo
Inefável dor deturpada,
Cega e surda
É o vício Libertino
Eclipse interno
Abstrato
Servindo o caos
Afogamento

3 comentários:

MARCOS disse...

o amor não é porto de chegada
apenas de partida,
(sem destino)
também de parada,
(rápida)
o amor não me convence
não lhe dou tempo,
não me gruda mais na pele,
chega e vai,
como água da Copasa...

MARCOS disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Milson Veloso disse...

O amor muda de cor com os verões...
Isso é um fato que constatei por meio do tempo. às vezes, se não o recolorimos diariamente, chega a ficar desbotado. Mas nem por isso deixa de ser amor...
Parabéns pelas escritas...