segunda-feira, 2 de março de 2009

Para não falar em Egotismo


É um barulho incessante, um barulho inoportuno,
gotejando o tempo inteiro
por onde quer que vá, por onde quer que passe.
Não adianta tapar os ouvidos,
parece que sucumbiu sobre a cabeça.
Não para.
Ela andava distraída, preocupada.
Havia algo errado, ela sabia,
no entanto, o que se pode fazer em situações com essa?
Fariam-na louca, se não a internassem,
e o barulho não parava,
era como se um relógio amplificado, com vários tic-tacs estivesse
lá dentro...
Queria desligar, apagar para o mundo,
Retroceder para consertar,
ou apenas esquecer,
tudo sacudia, depois da explosão, 
veio também a tempestade,
E o barulho não cessava,
batia com a cabeça,
estourava os tímpanos,
Música alta,
Não dormia,
Não comia,
Não acordava,
Vivia como se estivesse ausente,
como se apenas uma coisa importasse,
Não queria consolo,
Queria que tudo se acabasse,
E enquanto queria tanto,
não olhou para os lados,
não ouviu as vozes que bradavam.
E a morte veio,
Tão egoísta quanto ela mesma fora.

3 comentários:

darsh. disse...

"Cada um tem o que merece" seria a moral ideal?

Nayara .NY disse...

Como saber se merecemos ou não?
Nem sempre...
É apenas uma idéia, dentre tantas
outras...

Jéssica V. Amâncio disse...

Nossa, que ótimo! adorei, forte e é um pouco de cada nós essa descrição, isso sim. hehe