terça-feira, 24 de março de 2009

Quimera

Alma em carne viva,
Debruçada sobre a cama daquele quarto de visitas.
após longa reflexão ainda não tinha sido capaz de absorver
todas as palavras daquela conversa, palavras cheias
de duplos sentidos, alteração de vozes.
Ela percorreu todo o quarto, vagou por ali por algum tempo,
tentando dissecar cada gesto memorável. Não há mais
tanta explicação para se dar por aquelas e outras atitudes.
Contaminou-se com a furtividade, decidiu ir atrás dele,
correu até sua casa, gritando seu nome, chorou por várias horas,
enquanto concluía que a culpa era dele.
A chuva caia forte e se misturava com suas lágrimas,
chorou durante toda a noite, chorou dentro de si mesma.
No dia seguinte acordou com os olhos inchados e a
cabeça explodindo, sabia que não poderia ficar assim.
Mas resolveu abrir mão de tudo, o cansaço se apossou
de sua pele, seus olhos em conluio com seu corpo,
se fecharam, e em um momento sua mente se desligou,
dormiu, sonhou com um lugar diferente, um novo rosto,
uma nova vida, mais brisa, mais calor para aquecer seu
coração de novo, para se livrar dessa madrugada fri
a.

2 comentários:

Gabriela Domiciano disse...

Gostei desse texto, pq eu tenho esse costume de dormir qdo algo me atormenta demais, uma fuga talvez, uma vontade de ir pra outro lugar!!

=D

MARCOS disse...

faltam os outros dias,
e aí, vira conto...


bs e amplx