segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Divagando

As majestosas tardes de domingo se transformaram em prés segundas-feiras,
nas quais a sensação de desânimo e o cansaço mental tomam conta de tudo.
Não é mais um dia qualquer, o qual seria vivido como qualquer outro,
mas uma preparação para o seguinte, que talvez seja melhor que sua agonizante espera.
Desse encontro, uma página virada.
Rabisco essas linhas com o intuito de divagar sobre alguma coisa que preencha esses espaços vazios e enquanto isso fico pensando no enclausuramento no qual estamos inseridos,
Na falta de escolha, na vida esquecida, no tempo perdido,
Nas pessoas que deixam de aproveitar os segundos, que não se importam com o valor das pequenas coisas.
Fico pensando nas muitas coisas que deixei de fazer, oportunidades que jamais voltarão,
nas tardes de domingo perdidas, esperando o tempo correr, deixando o calor esquentar, esperando o cair da noite, olhando pro relógio e reclamando da pressa que tem a segunda-feira em chegar.
Esperei tantos dias seguintes que já perdi a conta, e enquanto esperava deixei muita vida correr por debaixo da ponte, como um rio que segue seu curso sem se transformar.
Não fique parado olhando para o vazio, você pode se encher, se completar, viver plenamente, respirar bem fundo, pensar.
Tolos são aqueles que como eu deixam um dia passar como uma folha em branco,
Que não rabiscam sua história nos muros, nas paredes dos quartos, nos corredores, nos terminais.
Antes de se calar por uma eternidade deixe sua marca na calçada,
deixe por aqui os sinais de sua passagem!

2 comentários:

Taynara.Tah disse...

Essa espera agonizante por aquilo não chega e talvez nem exista! E acontece tanto! É tanto presente que a a gente não vê passar!
Belo poema. Obrigada por lembrar que a vida não corre com a mesma pulsação dos nossos relógios!

Amanda Goulart: Jornalismo em tempo real disse...

Mas na verdade amiga, é bom ficar olhando pro nada e pensando no nada de vez em quando.
Bjo amiga!
Admiração eterna pela sua escrita!