quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Indivíduo-álcool

Desculpas embriagadas
encharcam meu colchão de álcool
Limparam suas almas escarradas no canto superior
do meu espelho de bolso
Não vejo sua face
O espelho não me reflete mais
Calmaria e tempestades
Dizeres absurdos
Sem paz
Uma briga
Uma explosão
Fogo no deserto
Sujeira em todos os cantos
Durmo de olhos abertos
Quero logo meu descanso eterno
Seque seu rosto e continue seguindo em frente
As margens se estreitam
Não há espaço para tanta gente
Alguém pede por socorro
Não ouço
Perdi os olhos nesta guerra.
O sol batendo forte na cabeça
A areia me engolindo
Não há nenhum porto seguro
Uma miragem me alcança
Os últimos suspiros
Apagam o sol
Destroem as nuvens
Perda de ar

5 comentários:

Amanda Goulart: Jornalismo em tempo real disse...

Dá vontade de morrer!!
Ás vezes parece que o mundo vai nos engolir!
Bj amiga
Estava c saudade do blog.

Jonas C. Silva disse...

Também quero meu descanso eterno...
Está difícil até de respirar

GrandeR@O disse...

humm
pra variar eu nao vou escrever nada poetico aqui hehehehe
so q deu vontade de pegar um porre, uma maneira de fugir da realidade
fugeres alcool??
hehehe
bsos moça muito boa as suas poesias

Marie disse...

Escreves muito bem . Parabens

Maldito disse...

nossa,..realmente de perder o ar,..