segunda-feira, 25 de maio de 2009

Inanidade

Entre nuvens,
as minhas quatro paredes,
meu quarto claro...
Gritando ao vento.
Um grito
para que finjam não ouvir,
Um grito
para me libertar de mim.
Fazendo-me cansar de ser,
de fazer tudo assim,
de não acreditar em nada,
e levar tudo de qualquer maneira,
esquentando muito, para logo esfriar.
Para não cansar,
para dormir tranquilo,
Para me esvaziar.

3 comentários:

Fernanda Fernandes Fontes disse...

Vou me valer das palavras de um outro poeta: "escrevo para não gritar"... e vc, escreve e grita! Sim, já que tens coragem...

Bjs

GrandeR@O disse...

adorei o poema, não sei fazer esses comentarios buniiiiiitos
mas sei q eu gosto da tua poesia
bjus

Fer Siqueira* disse...

Gritar com palavras e silêncio, dançar só - entre passado, e presente, e permitir-se cair, doer, e amar. Gritar por movimentos confusos misturados ao vazio das paredes, às vozes do confiar, do medo e da vontade. Negar-se palavras, negar-se a si, negar-se em troca de um triz de calma e murmúrios - compreensivos, e distraídos, sem nexo, sem pressa, apenas para se permitir ouvir, amar, e palavras, e abraço, e devaneios, e algo mais. ^^