sexta-feira, 3 de abril de 2009

Condolência

Nessa constância diária, encontrei-me
presa em uma encruzilhada,
duas forças me atingiam de frente,
dois caminhos me levavam à nada.
Não adianta fazer a escolha certa,
Às vezes, chegamos num ponto, no qual
não existem mais escolhas.
O risco é a possibilidade mais concreta.
Quantas vezes nos paramos para buscar respostas,
e nos convencemos que é melhor esquecermos das perguntas?
Já foram tantas, que nem me lembro mais.
Agora, isso não importa. As respostas mudaram de forma,
inundaram um novo contexto, e o meu já é passado.
O depois nunca chegava, e eu cheguei além do depois.
De tanto cochilar, acabei dormindo no ponto.
Acabei me esquecendo que era necessário me preocupar.
Até quando deixaremos de pensar?
Até quando isso for conveniente, ou até chegar o dia
que não haverá mais condição de adiar.
Será necessário se abrir, para que se encontre verdadeiramente,
Para que assim, seja possível enganar à todos,
e não enganar à mais ninguém.

5 comentários:

MARCOS disse...

as respostas não resolvem.
as perguntas sim.

darsh. disse...

a verdade é que não deveriam haver perguntas

GrandeR@O disse...

isso foi profundo

bjus

Amanda Goulart: Jornalismo em tempo real disse...

Dúvidas, dúvidas e dúvidas...
Até quando seremos tomados por elas?
A verdade é essa mesmo: Tem uma hora na vida da gente em que a melhor escolha é não escolher.
Talvez escutar o coração seja uma boa!
Quem sabe?

Anitha Rosenrot disse...

"O risco é a possibilidade mais concreta."
Só existe um jeito de encontrar as respostas... Arriscando.
E quando a gente não encontra assim, só o percurso e a busca já valem à pena(a gente sempre aprende alguma coisa).
Texto maravilhoso!