quarta-feira, 16 de junho de 2010

Ergástulo

Tem gente que vive no calabouço de si mesmo
Se prende, se esconde
Se parte e ninguém vê
Lugar tão profundo que poucos conseguiriam chegar
Emaranhado de sombras
de atalhos, de esquinas e desvios
Tudo no pouco que existe dentro da gente
Nada do tudo que a gente pensa que não tem
Do nada que somos
Lá no fundo
Nas profundezas do absurdo
Seremos

6 comentários:

i ILÓGICO disse...

Um dia me disseram
Que as nuvens
Não eram de algodão
Um dia me disseram que os ventos às vezes erram a direção
Quem ocupa o trono
Tem culpa
Quem oculta o crime
Também
Quem duvida da vida
Tem culpa
Quem evita a dúvida
Também tem...
Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter...
(não gosto deste som, mas a letra veio na memória...)

BOMBA H disse...

É preciso ir ao fundo,
mas não permanecer lá.

Andréia Regina disse...

E quando deixamo-nos de ser tão soltos vamos nos prendendo a esse fundo e nos recolhendo lentamente a caminho de um ostrascimo que nem sempre é fácil de ser deixado.

Amanda Goulart: Jornalismo em tempo real disse...

E o absurdo que somos sempre vai nos acompanhar....
Amiga, saudade q tava daqui!
Beijo p vc!
Depois passa lá no meu cantinho tb.
Beijos+flores!

Thainá Rosa disse...

"A vida é a arte do encontro" Penso que se esconder no calabouço limita. O contato com os outros e com o mundo nos acrescenta tanto! É tão bom ver o Sol do lado de fora de nós mesmos!

irãns disse...

melhor post, sem mais x)