sábado, 27 de novembro de 2010

Dissimulando

O tempo
Lento
Passa
Em demasia
Sorridente
Em versos tortos
Dou-me
Inteiramente
Estendo as dores fortes que desabam sobre a cabeça
No emaranhado de corpos
Entrelaçando vidas
Acoplando, despindo, desmembrando.
A mente vaga por longas estradas
Sem rumo,
Sem berço.
Inspira
Um desígnio
Uma chave
Pra abrir teu peito
e encobrir o meu
Sela tua pele em minha
Para que a distância seja apenas palavra
Para que você realmente exista
Repleto
Por perto
Pelo tempo que eu quiser

8 comentários:

Jonas Carneiro Silva disse...

Belas palavras minha cara!
Tempo, misterioso e silencioso!
hehehehe
abração!

Amanda Goulart: Jornalismo em tempo real disse...

Tava é com saudade daqui amiga!
Belíssimo como sempre.
Grande beijo

i ILÓGICO disse...

pelo tempo, pelo tempo.
pelo tempo passo.
e espero que seja
"Pelo tempo que eu quiser"

Lara Amaral disse...

Lindo isso moça, adorei ler.

Beijo.

Rafael Castellar das Neves disse...

Que blz!! Muito bom isso...gostei!

[]s

Maldito disse...

esse texto é bem a sua cara,... É a qualidade que sempre espero encontrar quando passo por aqui!

Taynara.Tah disse...

As imagens foram se formando aqui em minha cabeça enquanto eu lia.
Maravilhoso!

Genny Xavier disse...

Poema sensorial e imagens surrealistas...versos que estimulam a imaginação e o sonho.
Beijos.
Genny